2 de jan de 2015

Os 10 melhores discos que eu ouvi em 2014

1- Behemoth - The Satanist



A volta tão aguardada de Nergal ao Behemoth foi bastante satisfatória

Principais Faixas: "Blow Your Trumphets", "Messe Noire", "Ora Pro Nobis Lucifer"

2- Alcest - Shelter


Um disco que transcende o heavy metal, simplesmente lindo!

Principais Faixas: "Opale", "Shelter", "Delivránce"

3- Machine Head - Bloodstone & Diamonds


Essa banda é o futuro do metal e por isso estamos muito bem servidos.


Principais Faixas: "Now We Die", "Ghost Will Haunt My Bones", "Eyes Of The Dead"


4- Sharon Van Etten - Are We There


Lindo, melancólico e muito bem cantado, um dos melhores discos de coração partido.

Principais Faixas: "You Love Is Killing Me" "I Love You But I'm Lost", "You Know Me Well"


5-  Insomnium -  Shadows Of The Dying Sun


Death metal melódico finlandês de momentos de beleza fantástico.

Principais Faixas: "While We Sleep", "Lose To Night", "Shadows Of The Dying Sun"

6- Jack White - Lazaretto

 
Jack White é um dos poucos artistas modernos que poderia lançar um disco entre os anos 60 e 70 e ficar pau a pau de outra gravações.
 
 
Principais faixas: "Lazaretto", "Temporary Ground", "High Ball Steeper"
 
7- Sharon Jones And The Dap-Kings - Give The People What They Want
 
 
Outro disco que não passaria vergonha se fosse gravado em outra década.
 
Principais Faixas: "Slow Down Love", "You'll Be Lonely", "Retreat!"
 
8- Mastodon - Once More 'Round The Sun
 
 
Acompanhar os novos lançamentos dessa banda é ser testemunha do talento de uma das maiores bandas de heavy metal do nosso século.
 
Principais Faixas: "High Road", "The Motherload", "Crimes At Midnight"
 
 
9- Jessie Ware - Tough Love
 
 
Disco de uma beleza sublime, transitando entre o pop, o soul e de um R&B eletrônico e sofisticado, Jessie Ware é uma das melhores cantoras desse gênero revival que vem florescendo na Inglaterra.
 
Principais Faixas: "Say You Love Me", "Pieces", "You & I (Forever)
 
10- Jenny Lewis - The Voyager
 
 
Finalmente um disco de country music consegue emplacar na minha playlist e com uma pitada perfeita de folk music e pop de primeira qualidade.
 
Principais Faixas: "Faixa-Título",  "Late Bloomer", "Just One Of The Guys"



4 de ago de 2014

Para exorcizar o ambiente

Depois da última postagem se faz necessário um pequeno exorcismo. E aqui está:

Momento nostalgia (Músicas eletrônicas bregas, mas que são divertidas)

Obs1: Post zueira,
Obs2: Essa lista não tem nada a ver com meu gosto pessoal

1- Gigi D'Agostino - Another Way


2- Magic Box - If You


3- Lasgo - Something


4- Eiffel 65 - Blue (Da Da Dee)


5- Whigfield - Saturday Night


6- Haddaway - What Is Love?


7- The Scatman - Scatman John


8- 2 Unlimited - No Limit


9- Kasino - Can't Get Over


10- House Boulevard - Set Me Free


11- Bob Sinclar - Love Generation


12- Ida Corr Vs Fedde Le Grand - Let Me Think About It


13- Erika - I Don't Know


14- t.A.T.u - All The Things She Said


15-  t.A.T.u - Not Gonna Get Us


16- Snap! - The Power


17- Deep Dish - Say Hello


18- IIO - Rapture


19- IIO - At The End


 
20- Corona - Rhythm Of The Night

22 de mar de 2014

Me apresentando


Eu sou o garoto sorridente na foto acima, pois é muita coisa mudou para que eu tímido com fotos como sou, viesse a mostrar uma foto minha no blog nesse dia de hoje. Eu criei o Metal Guide no fim de 2010 quando tinha acabado de completar 15 anos. Eu comecei a ouvir heavy metal quando tinha 14 anos e desde então me empenhei muito para aprender o máximo que podia sobre o tema, porém com o tempo meu gosto musical se expandiu para vários outros terrenos, o que pode ser percebido inclusive em posts aqui.

Hoje eu tenho 18 anos, minha ausência no blog em 2013 se deveu aos meus estudos para ser aprovado na UnB. O objetivo foi alcançado e hoje eu curso o primeiro semestre de direito noturno na UnB. Nunca deixei nesse tempo de ouvir música, de viver a arte e o que era hobby, hoje é uma filosofia de vida. Eu acredito que se pode encontrar a real felicidade no mundo da arte, pois seus prazeres são infinitos, por mais que se conheça muito nunca saberemos tudo, ou seja, não da para enjoar, não tem limites.

O que compartilho com vocês nesse blog é apenas o prazer que eu tenho a cada nova descoberta artística dentro do mundo da música e os motivos que me levaram a aprecia-la. Existem também os momentos de sacanear o que há de ruim no mundo da música de hoje (que como vocês sabem não é pouca coisa), porém isso é apenas um exercício de crítica, quando você se aprofunda no mundo da arte se corre o risco de perder a noção dos limites entre arte e picaretagem, devido ao ganho de uma visão mais liberal.

A música hoje vive um momento mágico, não precisamos sentir saudades de nada feito no passado, a cada nova audição minha convicção nessa crença só se fortalece, o que me deixa muito otimista em relação ao futuro da música. 

A universidade é um novo mundo, eu adoro aquele lugar, o prédio de direito parece um oásis (exceto pelos pernilongos). Indo pelos corredores da universidade se vê todo tipo de gente, parece uma grande selva, acho que é o grande momento da vida de muita gente, espero que também seja um dos grandes momentos da minha vida. 

Novos posts viram, mas aos poucos, preciso continuar meus empenhos dentro da UnB.

26 de jan de 2014

"Meus Favoritos" para o Grammy 2014


Como no ano passado vou comentar sobre os resultados do Grammy, mas desde já vou deixar claro quem são meus favoritos.

Obs: Mesmo comentando, eu não levo o Grammy a sério.
Obs2: Algumas escolhas foram bem difíceis, o Grammy desse ano tem nomes bem fortes.
Obs3: Lista completa: http://www.grammy.com/nominees

1. RECORD OF THE YEAR

Minha escolha: Get Lucky (Daft Punk)

2. ALBUM OF THE YEAR

Minha escolha: Random Acess Memories (Daft Punk)

3. SONG OF THE YEAR

Minha escolha: Royals (Lorde)

4. BEST NEW ARTIST

Minha escolha: Kendrick Lamar

5. BEST POP SOLO PERFORMANCE

Minha escolha: Royals (Lorde)

6. BEST POP DUO/GROUP PERFORMANCE

Minha escolha: Suit & Tie (Justin Timberlake feat Jay-Z)

8. BEST POP VOCAL ALBUM

Minha escolha: Blurred Lines (Robin Thicke)

9. BEST DANCE RECORDING

Minha escolha: Sweet Nothing (Calvin Harris feat Florence Welch)

10. BEST DANCE/ELECTRONICA ALBUM

Minha escolha: Random Acess Memories (Daft Punk)

12. BEST ROCK PERFORMANCE

Minha escolha: The Stars (Are Out Tonight)

13. BEST METAL PERFORMANCE

Minha escolha: God Is Dead? (Black Sabbath)

14. BEST ROCK SONG

Minha escolha: God Is Dead? (Black Sabbath)

15. BEST ROCK ALBUM

Minha escolha: 13 (Black Sabbath)

24. BEST RAP SONG

Minha escolha: New Slaves (Kanye West)

25. BEST RAP ALBUM 

Minha escolha: Yeezus (Kanye West)

78. BEST CLASSICAL VOCAL SOLO

Minha escolha: Wagner (Jonas Kaufmann)

Amanhã os comentários sobre as categorias.

2 de jan de 2014

Os 10 melhores discos que ouvi em 2013

1- Charles Bradley - Victim Of Love


Um dos grandes erros que eu cometi em 2011 foi não ter ouvido a estreia desse grande soulman, esse erro foi concertado nesse ano e aproveitando essa deixa, eu ouvi também o novo disco de Charles Bradley, que foi bem pouco falado pela crítica especializada, mas acredite é mais um grande disco da história do soul moderno.

Obs: Falei mais desse disco aqui
Ouça: Victim Of Love, You Put Flame On It, Dusty Blue

2- Benjamin Grosvenor - Rhapsody In Blue


Sucedendo o seu premiado debut, o pianista inglês, lançou um disco de concerto acompanhado por uma grande filarmônica. Apostando em uma sonoridade moderna que ao mesmo tempo apresenta um verniz clássico, ele explorou a consolidação do jazz dentro da música clássica nos concerto de Ravel e nas bélissima composições de Gershwin que constituem o "créme de la créme" desse disco.

Ouça: Rhapsody In Blue, The Swan, 1º movimento do Piano concerto in G

3- Kanye West - Yeezus


Eu não cheguei a ouvir seu último lançamento que foi bastante incensado pela mídia, mas sua parceria com o rapper, Jay-Z, me agradou bastante. Yeezus não é um disco de fácil audição, ele é bem ousado do ponto de vista técnico trazendo camadas eletrônicas complexas e bem variadas que levam um tempo para serem absorvidas.

Em termos de letra o disco deixa um pouco a desejar, mas é bem interessante a mea culpa em "New Slaves" e como o que vale mesmo é a música o disco mostra que não é atoa que o Rap está no topo da música negra.

Recomendo a maravilhosa resenha do Ricardo Seelig para quem quiser se informar mais sobre isso

Ouça: New Slaves, Black Skinhead, Blood On The Leaves

4- Ghost B.C - Infestissumam


Uma coisa que eu percebi é que esse é o 3º disco dessa lista que é um segundo lançamento de uma banda, pelo visto em 2013 esses artista conseguiram passar com louvor pelo teste do 2º disco. Se o primeiro disco era um gostoso revival dos primórdios do heavy metal, Infestissumam, foi bem além disso, apresentado flertes com diversos estilos musicais incluindo a música pop e o Hard Rock.

Eu escrevi um artigo inteiro sobre essa banda que vou postar em breve, fiquem atentos.

Ouça: Year Zero, Monstrance Clock, Body And Blood

5- Janelle Monaé - The Electric Lady


Eu adoro o The ArchAndroid, disco anterior a esse lançado em 2010, porém o novo disco da Janelle Monaé foi uma das melhores coisas que eu já ouvi em matéria de soul moderno, talvez até mais, um grande disco de black music. Ela está a anos luz dessas pretensas cantoras de R&B como a Beyoncé, Alicia Keys, Rihanna.

Seu disco aborda as várias facetas da música contemporânea, absorvendo as batidas modernas do R&B moderno e voltando aos seu primórdios nos anos 70 e 80, com participações luxuosas de Prince, Miguel, Erykah Badu e Solange. De todos os antológicos momentos o mais forte é o rap que Monaé manda no fim de "Q.U.E.E.N", de arrepiar até a medula.

Ouça: Q.U.E.E.N, Givin'Em What They Love, Primetime

6- Jonas Kaufmann - Wagner


Jonas Kaufmann é o maior tenor wagneriano da modernidade, entretanto ele jamais havia lançado um integral dedicado exclusivamente a esse repertório, feito isso todo mundo saberia que seria um dos maiores lançamentos operísticos. Favorito para ganhar o Grammy e desde já vencedor do Gramophonne Awards 2013 na categoria vocal.

Ótima porta de entrada para quem quiser conhecer Wagner.

Ouça: "Ein Schwert Verhieb Mir Der Vater", "In Fernem Land, Unnahbar Euren Schritten, Wesendonck Lieder (Der Engel, Stehe Still, Im Treibhaus, Schmerzen, Träume)

7- Mayer Hawthorne - Where Does This Door Go


Se fosse um vinil, eu teria ouvido a ter furar. Temos aqui um delicioso Pop Soul que flerta tanto com R&B moderno, quanto com o rap e com o som clássico da motown. Um disco delicioso que consolida Mayer Hawthorne como um dos maiores nomes do Soul moderno.

Ouça: Back Seat Lover, Reach Out Richard, Wine Glass Woman

8- Black Sabbath - 13


Cara que disco sensacional é esse? Levei muito tempo para tirar um momento para ouvir esse disco e acabei ouvindo ele quase no fim do ano. Músicas de arrasar quarteirões, riffs sensacionais de Tony Ionmi e até a voz de Ozzy me agradou. Discaço, sem mais.

Ouça: Loner, End Of The Begining, God Is Dead

9- David Bowie - The Next Day


Dos discos discos citados aqui, esse é o único que eu possuo fisicamente, uma compra que realmente valeu bastante a pena, apesar de não ter agradado a mim de imediato. Um disco com várias facetas desde momentos em que ele flerta com o que há de bom no rock moderno, no clássico e destaque também para duas das melhores baladas que eu ouvi esse ano.

Ouça: Valentine's Day, The Stars (Are Out Tonight), Where Are Now?

10º- Volbeat - Outlaw Gentleman & Shady Ladies


O Heavy Metal está muito longe de morrer, Volbeat integra de vez a seleta lista das grandes bandas do estilo com um som pesado que não tem medo também de ser acessível em determinados momentos e também flertando com muita pericia com a country music

Ouça: Lola Montez, Dead But Rising, Room 24

23 de jun de 2013

Em time que está ganhando não se mexe?


A banda sueca, Amaranthe, foi uma das grandes revelações do sensacional ano de 2011 (contamos também com discos excelentes do Opeth, Trivium, Mastodon e Machine Head), inclusive eu resenhei o seu disco de estreia e o coloquei no meu top 10 daquele ano. O som do grupo não mudou nada de lá para cá, permanece o mesmo death metal com fortes doses de música pop e power metal que explora a voz do trio de vocalistas.

Elize permanece como o centro das atenções, a sua voz remete descaradamente a essas cantoras de música pop o que gera sempre aquele estranhamento nos ouvintes de primeira viagem, mas o curioso é que sua voz casa certinho com as músicas do grupo. Solveström impede que a coisa descambe para um pop metal eletrônico com seus vocais guturais, fazendo um bom contraponto entre as duas vozes limpas.

Seu novo disco, The Nexus, possui a mesma formula do anterior o que deve manter a banda em alta com aqueles que gostaram do primeiro disco, mas também decepciona aqueles que queriam ver o que mais a banda tinha a oferecer. Minhas favoritas são: "The Nexus", "Stardust", "Mechanical Illusion" e "Future On Hold", mas todas as outras faixas mantém a qualidade do disco lá em cima.

A exceção é a piegas "Burn With Me" uma baladinha bem rasteira que foge do bom exemplo de "Amarantine" do disco anterior,  talvez a não participação de Solveström tenha contribuído para o fracasso dessa faixa. Os efeitos eletrônicos nesse disco parecem lutar contra os bumbos da bateria, o que gera sempre um clima de urgência nas faixas, coisa que aprecio bastante nessa banda, mas acho que o grupo poderia explorar mais o potencial melódico desses toque eletrônicos em momentos mais desacelerados.

Olof Mörck intervem bem com bons solos e riffs, mas nada que retire o ouvinte da cadeira, por outro lado as atmosferas criadas são bem interessantes pelo futurismo energético que elas invocam. Os refrões são poderosos e grudentos e podem ser identificados facilmente como a principal qualidade desse grupo.

É um disco muito bom, porém não vai surpreender aqueles que já ouviram o disco de estreia dessa banda, apesar de manter a qualidade de seu antecessor a banda não pode se restringir a repetir a mesma sonoridade do seu disco de estreia. Ao meu ver a banda passou facilmente pelo teste do segundo disco, mas se quiser alçar passos mais longos vai precisar mexer um pouco na formula.

Nota: 8,5 ********1/2

15 de jun de 2013

Charles Bradley, o novo ícone da Soul Music


Parece até coisa de filme, não acham? Charles lançou seu primeiro disco em 2011 com 62 anos de idade e rapidamente teve seu disco aclamado como um dos melhores lançamentos daquele ano . O que ele estava fazendo nesse meio tempo e uma história bem longa, mas deixo para vocês esse dois links: Link 1 e 2.

Sua história é de amor e devoção a música, o lançamento do No Time For Dreaming foi uma grande vitória, mas pelo visto isso não o deixou satisfeito e ele lançou nesse ano Victim Of Love que carrega uma forte influência da fase psicodélica do The Temptations. Com seu vozeirão de rachar o concreto (como bem definiu, Regis Tadeu) e a devoção quase religiosa com a qual ele se entrega nas canções ele tornou seus discos o que de melhor o Soul produz atualmente.

Sua junção ao grupo, Menahan Street Band, foi um grande casamento, já que o grupo criou arranjos espetaculares que somados a voz de Charles se destacam imediatamente. Você pode comprovar isso ao ouvir a alegre e sinestésica "You Put The Flame On It" que não vai permitir que você fique parado. E como ficar inerte perto da potência da triste e autobiográfica "Why Is It So Hard?" cantada a plenos pulmões?



A pungência de uma interpretação triste é observada novamente na sensacional "Victim Of Love" que conta apenas com backing vocals, acompanhamento de violão e um discretíssimo teclado. Ele não tem
medo de se aproximar das tendências mas modernas da música negra como podemos ver na "The World (Is Going Up In Flames)". Para abrir seu mais novo trabalho temos a acessível e grudenta "Strictly Reserved Of You", uma das minhas preferidas.

Para quem gosta de baladas "Lovin You Baby" é um excelente pedida, carregada de emoção varia entre momentos mais delicados até momentos de pura explosão vocal. A banda é boa mesmo? Basta verificar a excelente "Dusty Blue" que mesmo dentro de um disco onde o vocalista é a principal estrela, consegue se destacar como uma das melhores faixas do disco sendo instrumental.

Charles Bradley manda um recado para aqueles que adoram dizer que a música está morta, um disco sensacional que compete bem com lançamentos dos grandes ícones do Soul em pleno 2013. Será que a música que morreu ou será que foram eles que morreram para a música?

Seu mais novo disco fecha com "Throug The Storm" que é um agradecimento a todos aqueles que o ajudaram a chegar onde ele está agora: "I thank you/For helping me through the storm/I thank you/For helping me carry on… through the storm". Que a sua carreira não acabe tão cedo, mas com o seus dois últimos discos ele já marcou a música negra contemporânea. 

Victim Of Love configura desde já na listados melhores lançamentos de 2013.