24 de abr de 2012

Storm Corrosion - Storm Corrosion (2012)

Banda: Storm Corrosion
Álbum: Storm Corrosion
Ano: 2012

Storm Corrosion é um projeto formado por Steven Wilson (produtor, multi-instrumentista e compositor do Porcupine Tree entre outras bandas) e Mikael Akerfeldt (multi-instrumentista e compositor e fundador do Opeth), feitas as devidas apresentações vamos ao que interessa, o cd:

Uma verdadeira obra de arte, Storm Corrosion mistura o que apareceu de melhor no último cd do Opeth ( o ótimo Heritage de 2012) e no último cd solo do Steven Wilson (o também ótimo Grace For Drowning de 2011). "Drag Ropes" inicia o cd de forma incrível, com Mikael e Steven alternando os vocais e depois com belas passagens acústicas, o som dos violões e das guitarras são cristalinos, a faixa-título ilustra bem isso com um belo solo melódico em sua introdução, mais pro meio da faixa aparece uma passagem bem bizarra chegando a dar desconforto lembrando um filme de terror.

"Hag" começa mansa e sombria, com o típico clima de suspense, te acalmando e te fazendo viajar pra depois te dar um puta susto com uma das poucas passagens realmente pesadas do cd, "Happy" é um tanto irônica, com um nome desses é uma música bem melancólica, "Lock Howl" é toda instrumental, belas passagens de guitarra e violão e teclados.

"Ludjet Innan" fecha o álbum de forma majestosa, uma faixa épica e atmosférica pra você dar um descanso até começar o cd novo, pelo menos pra mim foi impossível escutar esse cd uma só vez, e na primeira audição eu já emendei a segunda e a terceira, e enquanto escrevo essa resenha estou fazendo a quarta. 

O alto nível se mantém por todas as faixas, a graça desse disco são as surpresas que você tem durante a audição e eu já fiz spoiler demais nos parágrafos anteriores, então minhas recomendações finais: Escutar com atenção (de preferência com bons headphones), com um volume acima do moderado para captar cada detalhe. E sim, com certeza Storm Corrosion vai estar no topo da minha lista de melhores do ano.

Tracklist:
01. Drag Ropes (9:52) 
02. Storm Corrosion (10:09) 
03. Hag (6:28) 
04. Happy (4:54) 
05. Lock Howl (6:10) 
06. Ljudet Innan (10:20)
Nota: 10

22 de abr de 2012

A Música Atual e a Abordagem do Blog

Eu não posso dizer como era antes do advento da internet, alias senão fosse ela o blog sequer existiria. Não é novidade nenhuma dizer que hoje a informação está veloz demais, discos novos e fresquinhos de bandas interessantes saem a cada dia, tornando-os impossíveis de serem acompanhados da forma como eu quero.

Outra observação que eu posso fazer e sobre a qualidade dos discos que estão saindo, é uma cacetada atrás da outra, esperem resenhas com cotações muito boas em breve. Esse fato contradiz aqueles imbecis saudosistas que dizem que música boa é só música antiga, o que eu estou ouvindo são discos sensacionais que batem de frente com os antigos clássicos de antigamente.

Todos já falaram muito desse disco, inclusive eu, mas acredito que ele seja uma prova cabal dos novos clássicos que o Heavy Metal vem produzindo. Unto The Locust pode ser facilmente comparado ao Black Album do Metallica, em seu nível de importância para essa geração.

E o que dizer do excepcional Enslaved do Soulfly disco que faz frente a clássicos como Arise e Chaos AD. Na verdade o próprio Kairos mostra que nenhuma banda está em decadência, o show do Rock In Rio é uma prova cabal do poder de fogo que o Sepultura possui.

Dark Adrenaline é o melhor disco da carreira do Lacuna Coil fazendo frente ao clássico Comalies. Na verdade ano passado foi o ano do New Wave Of American Metal mostrar que não se resume ao Metalcore irritante, com discos excelentes do Machine Head, Trivium e Mastodon (esse último eu nem gosto, mas reconheço seus méritos).

Bom eu podia ficar aqui dando vários exemplos de como a década 00 e a 10 fazem frente aos anos 70,80 e 90, mas espero que isso já tenha ficado obvio com os poucos exemplos dados. A questão a ser abordada aqui na verdade é o formato do blog, mais especificamente o formato das matérias, já que o layout não será mudada em breve.

A extrema velocidade da música atual torna impossível a observação de tudo que vem saindo, e se a observação já é díficil imagina como é trabalhoso ouvir e depois tentar escrever sobre aquilo que ouviu? Por Que escrevo sobre isso então?

Eu gosto de escrever sobre as coisas que gosto, ajuda a condensar e exteriorizar o conhecimento, para que esse não vire cultura inútil. É bom ver os comentários elogiosos ou não (também há graça em rebater alguns loucos que passam por aqui) das pessoas que lêem as matérias e sentir aquela sensação de missão cumprida ao publicar um post.

O objetivo do blog continua o mesmo, mas a verdade é que eu continuo estudando as particularidades do Heavy Metal e aperfeiçoando a forma de fazer textos. Há muitos grupos interessantes para se ouvir, e não só falo do metal mas também dos outros estilos.


O disco Kind Of Blue de Miles Davis representa a minha porta de entrada ao mundo do Jazz, ou seja mais um gênero que eu vou tentar conhecer e desvendar suas curiosidades, assim como aconteceu com o Heavy Metal e recentemente com a Ópera.

A diferença é que como o Ricardo Seelig diz, sempre voltamos a ele, o Heavy Metal é um estilo fantástico capaz de se renovar e de lançar trabalhos de superior qualidade ano após ano em uma escala incrível. Quero falar agora de um fenômeno que venho observado em muitos sites, blogs e até em alguns artigos meus.

As resenhas apressadinhas, os resenhistas ouvem o disco uma vez e já querem escrever sobre o disco, um verdadeiro absurdo! visto que a música deve ser degustada com calma e muitas vezes os resenhistas nem se lembram do disco depois que escrevem sobre ele. Isso aconteceu no Metal Guide? Sim, a resenha da Lady Gaga é a prova cabal disso, eu lembro de ter resenhado o disco ao mesmo tempo em que o ouvia pela primeira vez. O resultado é que aquela resenha de maneira alguma representa aquilo que penso sobre o disco hoje.

Percebendo isso eu decidi enrolar para publicar as resenhas dos discos e me permitir ouvi-los por mais tempo facilitando assim todo o processo. Eu ouvi o disco do Primal Fear 3 vezes, o do Eluvietie foi muito trabalhosa a sua audição por que eram muitas faixas e eu me cansava muitas vezes, mas com o tempo elas ia ficando melhores.

O que valeu a pena naquelas resenhas, é a integridade contida nelas não há medo de criticar os aspectos que não gostei de expor o que eu achava antes e o que acho depois de ouvir o disco, desmascaro os preconceitos que as bandas sofrem por parte dos bangers.

Não creio que uma faixa ruim ou mediana desmereça a nota 10 de um disco sensacional, até porquê as suas faixas em geral estão acima da média 10. Em Painkiller do Judas Priest não morro de amores pela baladinha "A Touch Of Evil", mas o disco tem faixas tão espetaculares que compensam essa que não me agrada tanto.

Inovar não é regra! um disco pode muito bem ganhar um 10 aqui, independentemente de ter inovado ou ter apresentado os mesmos clichês de outro trabalho, desde que todas as faixas apresentem um elevado grau de qualidade. Um grande exemplo disso que estou falando é o Elements Pt1 do Stratovarius um disco com músicas sensacionais do inicio ao fim, mas que não apresentam nenhuma inovação em relação a outros discos.

Ao mesmo tempo que inovações como as observadas nos discos do Within Temptation são muito bem vindas. Explicar um pouco sobre a voz dos vocalistas é um diferencial nas resenhas feitas por mim, algo que ajuda o leitor a fazer um diferencial ao ler outras opiniões a respeito dos discos que ele se interessa.

Porque o blog é tão focado em resenhas nos últimos tempos sendo que antes esse era um gênero raro? A resposta é a praticidade das mesmas, fazer resenhas é mais fácil porque não exige o tempo de pensar no tema e o desenvolvimento é mais prático. Entretanto em breve quero voltar com as minhas matérias.

Hoje vivemos um dos melhores momentos da história do metal, e para comprovar isso basta ver a qualidade dos novos discos que estão saindo, na verdade indo mais longe ainda, me atrevo a dizer que o metal nunca esteve em baixa para aquele ouvinte que sabia onde procurar.

Hoje em dia a música está morta nas rádios, aqueles que gostam de música devem largar de ser preguiçosos e buscarem coisas novas e interessantes sem largar o passado, e se póssivel explorar o baú de novos estilos. Saber mais que a média é muito pouco, pois a maioria das pessoas não sabem absolutamente nada de música, e discutir com uma pessoa dessas é uma ótima forma de passar muita raiva.

Não só de Heavy Metal vive a música, por isso desvende os outros estilos buscando o aumento de background cultural, o próprio metal fez isso para chegar onde está hoje.

Até mais.

7 de abr de 2012

Enslaved (2012)

Soulfly, banda fundada por Max Cavalera depois de sua saída do Sepultura, nunca me agradou, apesar disso sempre ouvi dizer que os novos discos do grupo estavam mais pesados e melhores e dessa vez decidi verificar por mim mesmo.

O disco abre com o hino "World Scum" que conta com a participação de Travis Ryan vocalista do excelente Cattle Decapition. Seguimos com a porrada "Intervention" e com o brilhantismo da faixa "Gladitator" que impressiona pela variedade dos riffs.

Max Cavalera apresenta um gutural correto e bem escuro que por vezes é contraposto com o de Jorge Campos que possui um gutural bem rasgado.

Enslaved é um disco de Thrash Metal temperado com boas doses Groove Metal, Death Metal e por vezes até Black Metal. O trabalho dos guitarristas Cavalera e Marc Rizzo é excelente, os riffs criam atmosferas densas e sombrias o que dá espaço para destruição técnica e melódica, visto a grande quantidade de melodias que podemos perceber nos solos e riffs.

Essa tendência no instrumental das bandas de metal extremo pode ser observada em bandas como Behemoth, Nile e no disco mais recente do Deicide. Uma característica mais do que bem vinda, pois dá um leque de opções maior ao estilo que as vezes fica preso a velocidade e ao peso extremo.

Mas o trabalho do Soufly vai além já que se trata de um disco de Thrash Metal que através de faixas como "American Steel" e a longa "Chains" evidencia sua raízes, o que o Soulfly faz é uma bela mistura que não se limita a ficar presa em uma única formula o que nos dá um belo leque de faixas diferenciadas e todas elas de qualidade inquestionável.

Marc Rizzo mostra sua habilidade na música flamenca na sensacional "Plata O Plomo" cantada em português por Max Cavalera e em espanhol por Jorge Campos, sem dúvida uma das melhores faixas do disco. o novo baterista do grupo , o David Kinkade, é uma das peças chaves do disco, suas viradas, blast beats e batidas no tempo certo são de fundamental importância para a construção dos climas caóticos do disco.

O disco fecha com o grito de guerra que é a faixa "Revengeance", faixa que conta com a participação dos membros da família Cavalera. Eu poderia até dizer que a família Cavalera está muito bem representada e... Mas a verdade é que esses moleques tem que melhorar muito esses guturais que lembram vocalistas de Metalcore e Screamo, os timbres de voz são de pirralhos fazendo força para soar malvados. Apesar disso a faixa tem um excelente instrumental e as intervenções de Max Cavalera impedem a música de se tornar um mimimi na parte vocal.

Enslaved é um belo tapa na cara dos detratores de Max desde que esse abandonou o Sepultura, um disco excelente do inicio ao fim e ao fim de sua audição me lembrei do excelente Unto The Locust, que assim como esse disco mostrava como soar pesado, marcante, criativo sem cair na vala dos clichês de puro peso do gênero extremo.

Nota: 10 **********

2 de abr de 2012

Estado atual

Eu estava pensando em fazer uma matéria sobre algum assunto, mas sempre mudo de ideia sobre as coisas, sou ruim para cumprir essas promessas de artigos especiais. "Clássicos Do Symphonic Metal" do Santuário do Rock, talvez eu até consiga fazer, mas isso é porque é um gênero que eu ouço e já ouvi com frequência antes.

Como farei uma matéria sobre gêneros como Thrash Metal, Death Metal, Black Metal que não ouço com a mesma frequência dos meus outros estilos preferidos, a exceção de algumas bandas. Eu ouço diversos tipos de músicas por dia, algumas para refletir meu estado emocional, por diversão ou por obrigações de resenha entre outras.

É meio díficil por isso focar num único estilo para vocês terem uma ideia disso, um hora eu estou olhando a discografia do Judas Priest para escrever algo e ai no outro dia a vontade de fazer isso é com o Arch Enemy. Hoje por exemplo ouvi os 2 Keppers do Helloween inteiros e ainda estou ouvindo o EP do Unisonic e pensando em ouvir um pouco do Avantasia.

O ambiente parece favorável para uma resenha do novo disco do Unisonic, que acabei de achar disponível para download, e estou deixando baixando enquanto escrevo e ouço a versão de "I Want Out" ao vivo gravada pelo Unisonic. Falando em discos novos me interesso especialmente pelos do:

Rage: Uma das bandas pioneiras do Symphonic Heavy Metal é quase que desconhecida para mim. Um pecado grave? talvez, o disco "XII" e o novo "21" responderam a essa pergunta.

Freedom  Call: Nunca vi nada de interessante nessa banda; vocal mediano, instrumental competente e discos que não trazem nada de novo ao gênero, mas como esse ano o Power Metal anda mal das pernas decidi dar uma chance ao novo disco da banda.

Xandria: Eu gostava muito da banda quando a Lisa era a vocalista da banda, tenho inclusive um DVD do grupo. A nova vocalista do grupo tem um timbre parecido com a Tarja Turunen, e parece ser a substituta certa para a banda.

Amberian Dawn: A vocalista dessa banda tem um dos timbres mais bonitos do Symphonic Metal, e o instrumental tem uma forte influência do Stratovarius (não é a toa que o Timo Kotipelto faz uma participação especial no disco). Eu gostei bastante do último disco do grupo, o que será que esse me reserva?

Overkill: Eu meio que fui atraído pela capa desse disco que é bem legal, e eu também fiquei sabendo da fama do disco "Ironbound" muito aclamado pela mídia especializada.

Accept: Eu não ouvi o último disco do grupo, que foi escolhido pela maioria dos headbangers como o melhor disco de 2010. dizem que esse novo está a nível do anterior, quer saber? Vou baixar é os dois.

Já ouvi o disco do Soulfly e do Steelwing inteiros, falta só mais uma audição para que eu possa resenha-los. Os do Epica, Cannibal Corpse, Van Halen eu só ouvi algumas faixas e em breve vou fechar a audição deles.

O que vai sair de novo só o futuro dirá e infelizmente meu msn foi infectado com o maldito vírus da foto, o que impede o contato com os meus seguidores mais próximos até que eu isole o vírus. Se alguém puder me ajudar com esse problema comente abaixo.

Até a próxima.