2 de mai de 2012

Bela Surpresa!


Como todos sabem, eu sou um grande conhecedor do Symphonic Metal, e recebo muitas perguntas sobre bandas desse estilo que dão mais foco a parte instrumental e o peso do mesmo. O grupo que ilustra o post vem da Rússia e se chama, Dark Princess, e chamou minha atenção inicialmente pela bela capa do seu novo disco denominado The World I've Lost.

Eu baixei o disco pensado que o mesmo teria sonoridade parecida com grupos como Draconian, Tristania e Within Temptation nos primeiros álbuns, principalmente por causa do rotulo "Gothic Metal", também cogitei ouviu um som clichê parecido com o último disco do Sirenia, mas por sorte o que ouvi é completamente diferente.

O que inicialmente diferencia o som dos russos do restante das outras bandas da cena é a voz da nova vocalista, Natalia Terekhova, que debuta no grupo justamente nesse disco. Ela entra totalmente desinibida, arrasando em linhas vocais potentes e melodiosas, o controle do melisma é exemplar.

O fato do timbre de voz dela remeter a cantoras pop dos anos noventa é um ponto a favor num gênero saturado de cantoras líricas. Esqueça os vocais guturais que sempre ouvimos nesses discos, aqui eles são substituídos por belas linhas vocais limpas do tecladista Exumbra.

Classificar a banda como Symphonic Metal seria muito preguiçoso, pois apesar de haver influencia do gênero no som do grupo essa sonoridade é apenas complementar ao som do grupo.

O som do Dark Princess possui mais enfase em riffs de guitarra e em belos arranjos acústicos de violão, a cozinha apenas cumpre seu papel, e o teclado não assume o protagonismo como na maioria das bandas do gênero.

A introdução discreta de elementos eletrônicos é muito bem vinda pois os mesmos aumentam ainda mais o naipe de surpresas do disco. A maioria das bandas de Symphonic Metal dá pouco foco na guitarra o que já torna o grupo diferente dos demais, mas aqui também há um grande uso de passagens acústicas que não me remetem a nenhuma banda.

Recomendo a audição desse grupo principalmente para aqueles headbangers que pensam que o gênero se limita ao Doom Metal Sinfônico com vocais "bela e a fera" dos anos 90 ou ao sinfônico que o Nightwish praticou ao longo de sua história.

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